O jovem de 19 anos, suspeito de matar o próprio irmão, se entregou à polícia nesta quarta-feira (30), no mesmo dia em que a mãe enterrou o filho em Maricá (RJ). No dia do crime, Danielli Quintanilha alertou outras mães e desabafou dizendo que perdeu a batalha contra o crack em casa. Bianca Chaboudet O jovem de 19 anos, suspeito de matar o próprio irmão, foi preso apenas nesta terça-feira (6) em Maricá (RJ), após o primeiro turno das eleições.
O mandado de prisão temporária por homicídio foi cumprido pelos agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), conforme divulgado nesta quarta-feira (7). A mãe, Danielle Quintanilha, de 41 anos, que deu entrevista ao g1 logo após o crime, dizendo que perdeu a luta contra o crack dentro de casa (vídeo abaixo), chegou a levar o filho Santhiago Monteiro, de 19 anos, à delegacia na última quarta-feira (30), no mesmo dia em que enterrou o outro filho, Luiz Alex da Silva, de 23 anos.
Segundo a 82ª Delegacia de Polícia de Maricá, a prisão não ocorreu pela ausência do flagrante e restrições do período eleitoral. O artigo 236 do Código Eleitoral estabelece que eleitores não podem ser presos nos cinco dias que antecedem a eleição e em até 48 horas depois do fim do pleito, salvo em caso de flagrante delito ou por sentença criminal condenatória por crime inafiançável. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp.
'Perdi essa batalha', desabafa mãe sobre luta contra o crack após filho matar o outro No dia do crime, em 29 de setembro, Danielli Quintanilha fez um alerta às mães de adictos. "Eu lutei com todas as minhas forças, com toda a garra, mas infelizmente eu perdi essa batalha. O meu filho lutou bastante contra o vício.
Ele quis muito vencer a adicção. Infelizmente, não conseguiu", disse a mãe. De acordo com as investigações, ainda segundo a polícia, homem e a vítima estavam na casa da mãe deles e, no local, iniciaram uma briga.
"Durante uma luta corporal, o criminoso pegou uma faca e golpeou o irmão no peito, fugindo da residência. Ainda conforme apurado, o crime teria sido motivado por conflitos familiares recorrentes entre os irmãos, em razão de questões relacionadas à moradia e à convivência", informou a Polícia Civil. O g1 não conseguiu contato com a defesa do suspeito até a última atualização desta reportagem.

